28 DE JULHO 

Daniel: Combinando o temor e sabedoria de Deus

"A esses (...) Deus deu sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspetos da cultura e da ciência (...) todos os assuntos nos quais se exigia sabedoria e conhecimento, e descobriu que eram dez vezes mais sábios...”  Daniel 1:17-20 

Daniel é único na escritura sagrada e no corpo maior da literatura mundial. Como Moisés, Daniel foi instruído no melhor da aprendizagem atual. Ele combinou sabedoria superior com piedade exemplar, colocando-o numa classe própria. Ele interpretou sonhos que eram opacos para os mais sábios no reino, foi feito um confidente do imperador e recebeu uma posição de honra singular. Ele é um modelo para nós. 

A característica particular, porém, que o distinguia dos outros era seu relacionamento com Deus. Ele manteve a lei de Deus escrupulosamente, recusou-se a comprometer-se jantando na “carne do rei” e orou diariamente ao Senhor do céu e da terra. Ele agradou a Deus, que por sua vez, abençoou ele com habilidades que o colocaram em uma posição de liderança que beneficiaria os habitantes de um vasto império. 

O atributo distintivo de Daniel pode ser descrito como seu “temor” de Deus, que Salomão disse ser “o começo da sabedoria”. Não há dúvida de que no nosso mundo onde os líderes falham na política, na vida acadêmica, na vida profissional ou, na verdade, na igreja, precisamos de mais pessoas como Daniel e Moisés. Além disso, numa cultura da igreja que rejeita as realizações intelectuais como não espirituais, e eleva uma piedade simplista, precisamos do corretivo que homens como Daniel provêm. “Atreva-se a ser um Daniel” não necessariamente em enfrentar feras selvagens, mas em buscar aprender e seguir a Deus. 

Reflexão: Muitos cristãos contrastam conhecimento e religiosidade. O que pode ser feito para corrigir esse mal-entendido?

 Leitura complementar: The Scandal of the Evangelical Mind (“O Escândalo da Mentalidade Evangélica”) por Mark Noll. Abe Ninan Traduzido por Mireille Gomes