26 DE AGOSTO 

Glória, reino e vontade de Deus 

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça...” Mateus 6:33

 Quando os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar, eles provavelmente esperavam instruções sobre como fazer uma petição a Deus pelas necessidades de suas criaturas. Isso, é claro, é a perceção universal do que constitui a oração. A resposta de Jesus, no entanto, deu aos discípulos uma compreensão diferente da oração. 

As nossas orações tendem a ser arrastadas enquanto a oração do Pai Nosso se eleva aos lugares celestiais. As primeiras três frases convidam-nos a participar do glorioso ofício do céu - uma missão divina que desafia nossa compreensão e se eleva muito acima de nossa visão. De repente, os cuidados mundanos da terra parecem inconsequentes. 

As petições de início têm a ver com a pessoa de Deus, Sua morada e Sua agenda. Jesus informa-nos que o propósito primordial de tudo que foi e é e será, é glorificar a Deus. Por isso, oramos para que Seu nome seja santificado, Seu reino estabelecido e Sua vontade realizada na terra. 

No mundo triste em que vivemos, o inverso é a questão - a vontade do homem é dominante, as regras de Satanás e o mal é santificado. O Pai Nosso procura inverter isso. É uma grande imagem em que Deus, em toda a Sua glória resplandecente, é honrado, onde o shalom de Seu reino prevalece, e onde a pura perfeição de Sua vontade é evidente. 

As quatro petições que se seguem, isto é, o pão de cada dia, o perdão, a vitória sobre a tentação, e a libertação do mal, lidam com as nossas necessidades. Mas, ao responder a essas petições, Deus nos convida e capacita a avançar em Sua agenda, conforme explicado nas três primeiras petições. As duas metades da oração do Pai Nosso combinam maravilhosamente servindo para trazer glória a Deus, que é o principal propósito da humanidade.«

 Reflexão: Quais são suas prioridades na oração? Será que, antes de tudo,  busca a agenda d'Ele? Ao usar a oração do Pai Nosso, preste muita atenção à ordem e particularmente às frases de abertura. 

Abe Ninan

Traduzido por Mireille Gomes e Renato de Jesus Manzoni

Revisto por Lilian Calaim