21 DE SETEMBRO 

Seguindo os gigantes da fé

 “Estamos, pois, rodeados por esta enorme multidão de testemunhos de fé. Portanto, afastemos de nós o peso que nos impede de andar e o pecado que tão fortemente nos prende, e perseveremos na corrida que Deus nos propõe.” Hebreus 12:1 

Durante uma pausa na minha carreira trabalhei brevemente com os Lehmanns em Herbertpur. Leela e eu ficamos em seu adorável bungalô, comemos e desfrutamos a amizade deles. Todas as manhãs, depois do café da manhã, o Dr. Lehmann caminhava em direção ao hospital. Embora muito mais jovem, lutava para acompanhá-lo. 

Isso é uma metáfora para a minha vida. Estou sempre a tentar seguir gigantes espirituais. Geoffrey e Monica Lehmann fundaram o Hospital Cristão Herbertpur no sopé do Himalaia em 1934. Eles foram pioneiros aqui por quarenta anos, oferecendo cuidados acessíveis aos pobres e pregando o evangelho. Os seus trabalhos foram amplamente recompensados mais tarde, mas eles não viram muitos chegarem à fé em sua vida. 

Aqui está um trecho abreviado e editado de uma conversa pungente entre eles no início de sua carreira. 

M: Quanto tempo vai durar até que nos seja permitido ver um resultado de nossos trabalhos? 

G: Talvez nunca, querido ... Nós não viemos para ganhar cristãos. Viemos para representar a Cristo ... Pode ser nossa responsabilidade plantar e regar, mas nunca ver o resultado. 

M: Suponha que haja um ótimo resultado depois da nossa vida? 

G: Isso seria maravilhoso

Essas foram palavras generosas e proféticas. O hospital é uma instituição próspera agora e os arredores estão a passar por uma transformação espiritual. Muitas igrejas foram plantadas. 

A sua fé permitiu que eles suportassem bravamente dificuldades e privações, ao olharem além de suas próprias limitações para o soberano Deus que torna todas as coisas possíveis. Eles continuaram destemidos diante de uma cultura, costumes e idioma estranhos. Sofreram desapontamentos, mas nunca desistiram. Devemos celebrar e imitá-los, assim como a outros gigantes da fé.

 Reflexão: A conversa é do livro Himalayan Heartbeat, de Ken Anderson. Leia e seja inspirado. 

Abe Ninan 

Traduzido por Marcos Antonio Custódio Neto da Silva

Revisto por Lilian Calaim