7 DE SETEMBRO 

O paraíso não é uma miragem no céu 

Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.” Efésios 2:6 

  Há um pouco de céu no nosso cantinho de terra. Nós podemos experimentar o céu no aqui e agora. Jesus, quando Ele disse que o reino dos céus estava “no meio de nós” e “em ti”, indicava que o governo de Deus havia começado na terra. Em Efésios, Paulo descreve eloquentemente as nossas bençãos espirituais em Cristo e, surpreendentemente, afirma que já estamos sentados com Ele em “lugares celestiais”. 

Como entendemos isto? O céu, reconhecidamente, é um mistério e está oculto de nossa visão. A revelação completa aguarda o fim dos tempos ou quando morrermos. Contudo, a partir das Escrituras, podemos dizer com segurança e ousadia que o reino inaugurado por Jesus é uma réplica da Jerusalém celestial. 

Quando os irmãos e irmãs vivem juntos em união, somos agraciados pela presença gloriosa da Trindade. Quando dois ou três se reúnem em oração, Jesus está no meio. Quando elevamos nossos corações em adoração genuína e inspirada pelo Espírito, fazemos eco ao coro do coral celestial. Quando há ordem e paz nas nossas congregações, estamos em sintonia com o governo do céu. Mesmo na tribulação, participamos e completamos o sofrimento do Cordeiro de Deus (Cl 1:2-4) através do Seu corpo, a igreja.

 “É tudo mistério!” Manter esta tensão entre a futura revelação da glória do céu e as nossas circunstâncias atuais não é fácil, uma vez que continuamos a sentir o incomodo da imperfeição, a maldição do pecado e o sofrimento das dores inerentes à carne humana. Somos “um trabalho em progresso”. Mas, um dia, nossa experiência atual do céu será aperfeiçoada - como O vemos em toda a Sua glória e como “o conhecimento da glória de Deus cobrirá a terra como as águas cobrem o mar”.

 Reflexão: Reflita nos momentos em que experimentou a presença imediata do céu. O que contribuiu para isso? 

Abraham Ninan 

Traduzido por Victor Hugo de Castro e Silva

Revisto por Lilian Calaim